sentei no mesmo banco
segui a mesma rota
sem o mesmo destino
não sei se era comigo
ou se é a ordem natural
sentir saudade de ser igual
dos dias em que
pra te encontrar
seguia o mesmo caminho
que agora mudou
por: Guilherme Castro
domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Uma só gota
Só quero
essa gota de sangue vire um poema
Que escorra
pela página suja desse papel
E se
desdobre em vísceras, órgãos, lágrimas
Intensa será
ela como intensa é a paixão
Que me
corrói a alma, que me consome o espírito
Que me priva
da sanidade mental
Que um dia
conquistei.
Gota louca
de sangue que desenha esse poema
Que mais
parece uma confissão, um desabafo
Um grito
calado de um louco fantasiado de homem civilizado.
Civilizado
eu? Logo eu que tenho paixões tão pouco comportadas.
Voa delírio
de homem na forma de gota
E mostra as
febres e angústias que consigo traz
Grita o
indizível
Sensibiliza
o que é não sensório
E manifesta
o que ainda não existe.
sábado, 17 de novembro de 2012
Mandala Profana
A beleza do homem vem da tristeza de se saber humano*. Não há nada que eu faça ou pense que não seja intrinsecamente humano - nenhum átomo de divindade habita o meu corpo. Desde antes de ter um corpo, eu já era humano. Incompleto em tudo que sinto, imperfeito em tudo que faço: profano, demasiado profano.
Sou elo ainda aberto de uma longa corrente, de muitas correntes. Sinto-me totalmente amarrado em minha humanidade. Não tenho culpa e ninguém o tem. Como diria o Romeu de Shakespeare, sou um tolo do destino. Mas, se preso à humanidade, não a nego: aceito-a, vivo-a em cada gota de sangue, de suor, de lágrima. Banho-me no que ela me oferecer - nas águas do Nilo ou nas areias do Saara.
Renuncio ao panteão, apago minhas mandalas. Meus Elísios estão diante do espelho, para fora de minhas janelas.
Escrito por Guilherme Castro e Nathan Willig
* frase inspirada num comentário de Vinícius de Moraes em um show durante a música Samba da Benção.
Sou elo ainda aberto de uma longa corrente, de muitas correntes. Sinto-me totalmente amarrado em minha humanidade. Não tenho culpa e ninguém o tem. Como diria o Romeu de Shakespeare, sou um tolo do destino. Mas, se preso à humanidade, não a nego: aceito-a, vivo-a em cada gota de sangue, de suor, de lágrima. Banho-me no que ela me oferecer - nas águas do Nilo ou nas areias do Saara.
Renuncio ao panteão, apago minhas mandalas. Meus Elísios estão diante do espelho, para fora de minhas janelas.
Escrito por Guilherme Castro e Nathan Willig
* frase inspirada num comentário de Vinícius de Moraes em um show durante a música Samba da Benção.
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